<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-36985704</atom:id><lastBuildDate>Wed, 18 Nov 2009 01:00:28 +0000</lastBuildDate><title>Cítricas</title><description>Sem luva de pelica</description><link>http://citricas.blogspot.com/</link><managingEditor>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-7315564667514801094</guid><pubDate>Sat, 14 Nov 2009 19:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T22:00:28.758-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><title></title><description>O teórico húngaro Ference Fehér é o autor de "O romance está morrendo?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estranhe o título apocalíptico, ele não está sozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente diz que o romance é um gênero superado, moldado em Cervantes, aprimorado entre as revoluções industriais e esgotado em Joyce e Kafka. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha humilíssima opinião, dizer que o romance já deu o que tinha que dar é tão descabido quanto afirmar que a História acabou junto com o Muro de Berlim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, eu já acho que o conto envelheceu melhor que seu primo maior. Por mais incensados que sejam os contos de Machado de Assis, Lima Barreto, Poe, etc., eu sinto muito mais prazer nas experiências mais modernas de Cortázar, Rubem Fonseca e vários outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles mestres deram o pontapé inicial, mas o conto progrediu muito e soube, sim, se adaptar melhor que o romance, o qual tem como habitat natural a sociedade burguesa do século XIX (nisso concordam 100% dos críticos). E de fato, eu não conheço nenhum romance recente que sirva pra amarrar os sapatos de Dom Casmurro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-7315564667514801094?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2009/11/o-teorico-hungaro-ference-feher-e-o.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1945784831812558808</guid><pubDate>Sat, 07 Nov 2009 22:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T22:06:24.649-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>clarice lispector</category><title></title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LRKM8yFPkQM/SvX58OfJKjI/AAAAAAAAAfE/9xoFb3pUyqM/s1600-h/bigPhoto_0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LRKM8yFPkQM/SvX58OfJKjI/AAAAAAAAAfE/9xoFb3pUyqM/s200/bigPhoto_0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401498141176965682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Felicidade é pouco, o que eu desejo ainda não tem nome." A frase atribuída a Clarice Lispector pode ser vista em perfis de Orkut de um monte de adolescentes e algumas moças mais maduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tente imaginar, quantas, entre elas, já pegaram em algum livro de Clarice na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas até tentam. Minha sobrinha, por exemplo, pediu pra eu pegar pra ela algum romance dela na biblioteca. Peguei. E, segundo ela própria, não conseguiu ler nem dez páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafaela, assim como todo adolescente, está acostumado com Stephenie Meyer e sua prosa afiada - no que se refere aos dentes dos personagens. Tudo bem, melhor que nada. Mas são livros (imagino) com histórias de amor, bastante ação, e que vão direto ao ponto, sem perder tempo com arrodeios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a pobre vê a fama que Clarice Lispector tem entre internautas posers e pensa: - opa, isso deve ser bom. Sem imaginar que a autora não é nada fácil. Sua narrativa jamais vai direto ao ponto, e a graça está não nos fatos, mas nos arrodeios. Pra ser mais técnico, nas descrições poéticas. São dezenas de páginas de um delicioso porém assustador rame-rame. Há que ter paciência e, vá lá, algum chão como leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice se tornou cult, em grande parte, justamente por ser difícil. Passar a ideia de que se gosta de uma escritora hermética dá status. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: peguei o enjeitado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A maçã no escuro&lt;/span&gt; e é bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1945784831812558808?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2009/11/felicidade-e-pouco-o-que-eu-desejo.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LRKM8yFPkQM/SvX58OfJKjI/AAAAAAAAAfE/9xoFb3pUyqM/s72-c/bigPhoto_0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1204762191814226094</guid><pubDate>Wed, 15 Jul 2009 20:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-16T17:03:05.539-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><title></title><description>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em um clima de romantismo fantástico, o narrador do romance de André Breton percorre as ruas de Paris, como se fosse um mundo prestes a desaparecer, e se encontra com uma misteriosa jovem, Nadja. A certa altura, esta telefona para o narrador, que não está; a pessoa que atende lhe pergunta como ela pode ser encontrada; Nadja responde que ninguém a encontra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o resumo que se encontra na orelha de Nadja (Ed. Guanabara, 1987), de André Breton. Assim como a maioria das vanguardas do início do século passado, o Surrealismo rendeu mais manifestos do que obras, o que faria com que o romance publicado em 1928 se tornasse famoso pelo simples fato de ser uma obra declaradamente surrealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimental, o autor se confunde com narrador, faz de amigos seus personagens e o leitor não sabe até onde vai a realidade e começa o devaneio. Ficção e reflexões de cunho ensaístico e existenciais se misturam - psicanálise e fluxo de pensamento estavam na moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um recurso interessante é a ausência intencional de descrições, que, como o autor explica no prefácio à uma reedição do livro de 1964, são substituídas por fotografias. Neste ponto é visível o caráter panfletário da obra, no sentido de que ela exprime uma necessidade das idéias contidas no Manifesto Surrealista de 1924 (redigido pelo próprio Breton) se concretizarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verborragia e humor afiado desse extenso manifesto, sobra até pra &lt;a href="http://6-boca.blogspot.com"&gt;Dostoievski&lt;/a&gt;. A seguir, um trecho do livro, onde, ironicamente, Breton descreve Nantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nantes: talvez seja, com Paris, a única cidade da França onde tenho a impressão de que me pode acontecer alguma coisa que valha, onde certos olhares queimam por seu próprio excesso de fogo (voltei a constatá-lo o ano passado, quando atravessava Nantes de automóvel e vi uma mulher, uma operária, creio, acompanhando um homem, e que ergueu para mim uns olhos que tive de parar), onde para mim a cadência da vida não é a mesma que em outros lugares, onde um espírito de aventura além de todas as aventuras habita ainda em certos seres(...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1204762191814226094?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2009/07/em-um-clima-de-romantismo-fantastico-o.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-834523894280935737</guid><pubDate>Sat, 23 May 2009 21:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-23T19:03:50.124-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema brasileiro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><title></title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LRKM8yFPkQM/ShhxzVH8itI/AAAAAAAAAdU/KKxImV_xOkU/s1600-h/linha-de-passe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LRKM8yFPkQM/ShhxzVH8itI/AAAAAAAAAdU/KKxImV_xOkU/s320/linha-de-passe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339142484905462482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinicius de oliveira (foto), o garotinho de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Central do Brasil&lt;/span&gt;, andava sumido. Carismático, mas limitado, ele até tentou fazer novela na época mas não deu muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eis que Walter Salles faz uma caridade e o convida pra &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0803029/"&gt;Linha de Passe&lt;/a&gt;. E é uma escolha feliz, porque o papel não exige muito. Basicamente, o que o rapaz faz é cara de sofrimento. Toda a frustração de anos de desemprego (do ator) passa para o personagem, um aspirante a jogador de futebol que vai envelhecendo sem conseguir vingar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando Vinícius abre a boca, a vergonha alheia entra em cena. Sabendo disso ou não, os roteiristas lhe deram poucas falas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Sandra Corveloni está bem, mas apenas, com o perdão do trocadilho, cumpre seu papel. Nada que mereça &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cannes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Salles topou dirigir o chatíssimo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Água Negra&lt;/span&gt; pra sentir o que é filmar em Hollywood, parece que ele fez Linha de Passe pra entrar pra essa turma que anda filmando na periferia. Embora não trate diretamente de violência, como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cidade de Deus&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;, há a famosa questão social e um roteiro modernoso, intercalando a vida dos membros da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é convincente são as cenas de futebol. Nunca tinha visto partidas tão bem emuladas, e o clássico (real) entre São Paulo e Corinthians rende belas imagens na abertura do filme. Mas no geral esse é o trabalho mais dispensável do diretor. Depois de Água Negra, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-834523894280935737?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2009/05/vinicius-de-oliveira-foto-o-garotinho.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LRKM8yFPkQM/ShhxzVH8itI/AAAAAAAAAdU/KKxImV_xOkU/s72-c/linha-de-passe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-3020355834835228961</guid><pubDate>Sat, 16 May 2009 00:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:24:56.377-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>música</category><title>Noel Rosa não conheceu Maria da Penha</title><description>Hoje estava ouvindo "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mulher indigesta&lt;/span&gt;" no ônibus e lembrei &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,AA1331408-5606,00.html"&gt;deste livro&lt;/a&gt;, que nunca li, mas me parece assaz interessante e aborda, entre outras reflexões, a forma como a mulher é retratada na história da canção brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra de Noel é de uma misoginia exemplar. Vejam que pérola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que mulher indigesta!(Indigesta!)&lt;br /&gt;Merece um tijolo na testa&lt;br /&gt;Essa mulher não namora&lt;br /&gt;Também não deixa mais ninguém namorar&lt;br /&gt;É um bom center-half pra marcar&lt;br /&gt;Pois não deixa a linha chutar&lt;br /&gt;E quando se manifesta&lt;br /&gt;O que merece é entrar no açoite&lt;br /&gt;Ela é mais indigesta do que prato&lt;br /&gt;De salada de pepino à meia-noite&lt;br /&gt;Essa mulher é ladina&lt;br /&gt;Toma dinheiro, é até chantagista&lt;br /&gt;Arrancou-me três dentes de platina&lt;br /&gt;E foi logo vender no dentista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-3020355834835228961?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2009/05/noel-rosa-nao-conheceu-maria-da-penha.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1648470490991470631</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2009 04:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-05T01:12:28.482-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>música</category><title>Musíca Deprê Brasileira</title><description>Dizia Vinícius que fazer samba não é contar piada. Sabemos que não é bem assim. Bezerra e Moreira da Silva estão, quer dizer, estavam aí pra provar.&lt;br /&gt;Mas o ritmo que é logo associado a cerveja, feijoada e mulatas também tem seus momentos, digamos, blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor&lt;/span&gt;, pedia Nelson Cavaquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor-de-cotovelo também foi cantada por &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MByVS9mhvzU"&gt;Lupicínio Rodrigues&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você sabe o que é ter um amor, meu senhor&lt;br /&gt;E por ele quase morrer&lt;br /&gt;E depois encontrá-lo em um braço&lt;br /&gt;Que nenhum pedaço do meu pode ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Paulinho da Viola (que por sinal gravou "Nervos de aço") é difícil achar uma letra que não fale em (des)ilusão, (des)engano e afins. É o caso da bela "Dança da solidão", que ficou mais conhecida na voz de Marisa Monte.&lt;br /&gt;Uma que gosto muito é "&lt;a href="http://letras.terra.com.br/paulinho-da-viola/204148/"&gt;Coisas do mundo, minha nêga&lt;/a&gt;". O eu-lírico é uma espécie de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;flaneur&lt;/span&gt; que interage com as pessoas e as situações por meio de sua viola e seus sambas, até que se depara com um homicídio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Parei, olhei, fui-me embora&lt;br /&gt;Ninguem compreenderia um samba naquela hora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse último verso é uma espécie de alfinetada em quem acredita que o samba só pode falar de alegria.&lt;br /&gt;O compositor aqui-e-acolá gosta de associar música/instrumento a sentimento, como em "Guardei minha viola":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Minha viola vai pro fundo do baú&lt;br /&gt;Não haverá mais ilusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Paulinho&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;da Viola&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora triste mesmo é "&lt;a href="http://letras.terra.com.br/dorival-caymmi/45583/"&gt;O mar&lt;/a&gt;", de Caymmi (Não confundir com "&lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/canto.brasileiro/monica.salmaso/iaia/e_doce_morrer_no_mar.htm"&gt;É doce morrer no mar&lt;/a&gt;", uma variação sobre o mesma tema). Com o violãozinho arrastado e a voz lamentosa do finado, é impossível não se sensibilizar com o caso do pescador jovem e bonito que saiu pra lida e não voltou, deixando a pobre viúva literalmente doida de saudades. &lt;br /&gt;É bonito demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1648470490991470631?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2009/04/musica-depre-brasileira.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1332135249451275468</guid><pubDate>Wed, 13 Aug 2008 20:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:38:19.371-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema espanhol</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema oriental</category><title>Por falar em China...</title><description>"Sou humano e nada do que é humano me é estranho", disse alguém. Histórias de vida nos cativam naturalmente. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Balzac e a pequena costureira chinesa&lt;/span&gt; aborda dois momentos cruciais da história recente da China pela experiência dos protagonistas. Na juventude suas vidas são viradas de ponta-cabeça pela Revolução Cultural de Mao. Já o desenvolvimento acelerado dos últimos anos, metonimicamente mostrado no filme pela construção de uma represa, literalmente põe suas doces lembranças de juventude por água abaixo, junto com tradições e construções milenares e uma paisagem natural exuberante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mote da inundação de uma comunidade com o pretexto do progresso é o mesmo de Narradores de Javé, de Eliane Caffé, embora em "Balzac" ele seja secundário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois adolescentes citadinos são obrigados a passarem uma temporada numa montanha remota para se "reeducarem", ou seja, livrarem-se de qualquer ranço pequeno-burguês e se tornarem camponeses esforçados e domesticados. Lavagem cerebral, pra ser mais claro. Mas Ma e Huo dão a sorte de conseguir alguns livros proibidos (romances franceses, Balzac principalmente) e os lêem para a costureirinha do título, o que acaba culminando num triângulo amoroso (sim, é um filme de amor). É impossível não lembrar de Fahrenheit 451.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A costureira é uma menina de personalidade forte, mais esperta do que os rapazes, apesar de nunca ter saído daquela montanha que provavelmente não sofria uma mudança significativa desde a invenção da pólvora. A introdução do mundo das letras em sua vida vai tão-somente confirmar nela sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme denuncia a ingenuidade  e a ignorância e o seu aproveitamento pelo Maoísmo, que considerava reacionária a leitura de livros "burgueses". Ironicamente, o contato com Balzac muda de fato a vida da costureira (o nome verdadeiro da personagem não é revelado), o que não será necessariamente uma coisa boa pràqueles que a amam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos garotos promete ao outro que irá salvar sua nova amiga da ignorância. O que eles não sabiam é que isso libertá-la-ia de qualquer controle. Ela entende que é mais forte do que o Governo, a montanha, a família o amor. Ela vai ganhar o mundo (sim, é um filme feminista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só a costureira que tem a vida transformada pela dupla. Isolada e cheia de analfabetos, a aldeia incumbe Ma e Huo de lhe contarem as histórias dos filmes que eles conhecem. Assim, à noite formam-se platéias para ouvirem atentamente as narrações, que as levam às lágrimas. Isso confirma a posição de Antonio Candido, exposta em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Direito à Literatura&lt;/span&gt;: "A literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as 24 horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. (...) Ela (a criação ficcional ou poética) se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura seguida de um romance." Sim, é um filme político.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1332135249451275468?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/08/por-falar-em-china.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-7478996657870864440</guid><pubDate>Thu, 12 Jun 2008 14:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:26:13.987-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>woody allen</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>dostoievsky</category><title>O sonho de ser Dostoievsky</title><description>(Atenção: meio spoiler)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O sonho de Cassandra&lt;/span&gt; é bastante parecido com Match Point. Além de se passar em Londres, é em "Crime e Castigo" mais uma vez que Woody Allen vai beber. Outras referências caras ao cineasta estão presentes, como a tragédia grega e os questionamentos filosóficos, religiosos e sobretudo morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carga trágica da trama não está em fatores externos aos protagonistas, mas nasce de suas próprias consciências. A dupla em questão é vivida por Colin Farrell, ótimo como o irmão dilacerado por vários vícios e Ewan McGregor, competente como sempre (e que andava sumido), encarnando o lado cerebral e frio do par. Sua atuação lembra a de Jonathan Rhys Meyers, que faz o personagem principal de Match Point.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentes no temperamento, os irmãos têm fraquezas também distintas. Um encontra-se com uma dívida de jogo, o outro deseja manter um padrão de vida que não corresponde à sua conta bancária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessidades diferentes que levam a um crime em comum. Porém, na ressaca do delito o contraste entre os temperamentos dos dois volta à tona, o que leva à tragédia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, mais uma coincidência: em Match Point, o mote da história é comparado a uma partida de tênis. Aqui, mais uma vez há uma metáfora esportiva: o pôquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-7478996657870864440?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/06/ateno-meio-spoiler-o-sonho-de-cassandra.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-6308289729312260128</guid><pubDate>Wed, 04 Jun 2008 02:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:27:02.143-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><title>É a vida. E nem sempre é bonita.</title><description>Fui numa palestra com Marçal Aquino e ele citou "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Onde os fracos não têm vez&lt;/span&gt;" entre os bons filmes que viu recentemamente. "O xerife acorda e enquanto toma café conta à mulher sobre o que sonhou à noite. O filme acaba assim porque a vida é assim."&lt;br /&gt;Eu não tinha visto o filme ainda. Soube que meu cunhado baixou e lhe pedi uma cópia. Ele ficou surpreso ao saber que gostei. "É muito sem sal!"&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando por que um filme que tem chacinas, perseguições, psicopata e o escambau pode ser considerado sem sal. É a não-espetacularização. O filme é seco. Não tem música de suspense avisando que um ataque ou acidente se aproxima. Aliás, a batida que rola no final do filme, nas maõs de um John Woo ou um diretor de ação que goste de muito sal, seria filmada com trezentas câmeras, slow motion etc. e duraria minutos, com direito a closes de rostos horrorizados. Não é assim com os Coen. Como não é assim com Spike Jonze, por exemplo.&lt;br /&gt;Já do final foi meu pai que reclamou. "Que porra é essa que o bandido não é preso e nem morre?" A vida é assim. E tem gente, muita gente, que não quer ver vida. A ficção com sal seria uma compensação pra uma vida insossa..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estranhei a falta de humor no filme, diferentemente do que vi em Fargo e O grande Lebowski, os outros dois que vi da dupla. Me lembou Almodóvar, que tem feito um cinema cada vez mais sisudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-6308289729312260128?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/06/vida-e-nem-sempre-bonita.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-7847011172927574405</guid><pubDate>Thu, 15 May 2008 20:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:27:38.744-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><title></title><description>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Pagamento Final&lt;/span&gt; é um belo filme sobre o submundo novaiorquino dos anos 70. Uma fonte que Hollywood adora beber e que nas mãos de um Scorsese ou um De Palma (como neste caso) rende bons frutos.&lt;br /&gt;O filme é bom por uma série de fatores, como os ângulos inusitados da câmera e os planos-seqüência, que De Palma executa como se regesse uma orquestra. &lt;br /&gt;Mas talvez o que mais goste é o protagonista. Carlito Brigante é um ex-gângster que persegue o sonho de viver como um honesto locador de carros, mas percebe que se livrar do crime não será tão fácil. &lt;br /&gt;Um clichê não fosse o personagem vivido por Al Pacino parecer uma pessoa de carne e osso, quando conta vantagem de sua condição de "Old School", se gabando das boas relações e do status que tivera. Ele não é o fora-da-lei aposentado que se mortifica pelo passado condenável. Ele quer mudar de vida apenas porque se cansou. Quarentão e apaixonado, não quer mais perder tempo na cadeia ou arriscar a pele à toda hora.&lt;br /&gt;Quando em apuros, sentimos que ele não é inatingível. Vemos hesitação, suor e medo. É herói, mas com o cu na mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-7847011172927574405?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/05/o-pagamento-final-um-belo-filme-sobre-o.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1047835520111141132</guid><pubDate>Fri, 11 Apr 2008 21:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:28:34.499-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema brasileiro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Clint Eastwood</category><title></title><description>Depois de anos afastado da ficção, Nelson Pereira dos Santos retorna com &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Brasília 18%&lt;/span&gt;. E bem que podia ter permanecido no limbo, já que o filme é uma bela nulidade.&lt;br /&gt;Misturando crítica social e trama policial, o longa não oferece nada que não já tenha sido explorado antes. Pra não sair da capital federal, temos "Doces Poderes", de Lucia Murat, mais ousado e lançado nove anos antes.&lt;br /&gt;Formalmente, o veterano cineasta opta sempre pelo quadro mais convencional. A fotografia está mais pra TV do que pra cinema, o que, somado aos diálogos e atuações teatrais, dá uma sensação de se estar assistindo a um telefilme dos anos 80.&lt;br /&gt;Diretor de 'Vidas Secas', Nelson parece não ter mais o que oferecer. Brasília 18% é um filme perdido em algum lugar entre o Cinema Novo e o cinema realizado hoje por um grupo (cada vez maior) de artistas que entendem o seu tempo e assim tem realizado bons filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou lembrado de uma performance de uma atriz que tenha me impressionado mais do a de Meryl Streep em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As Pontes de Madison&lt;/span&gt;. Par de Clint Eastwood (também diretor), não parece que eles tiveram que decorar um texto tamanha a verdade que é passada em cena. &lt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tá, isso foi clichê, eu sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Clint dosa com perfeição a evolução dramática em cada seqüência. Isso significa ver a excitação virar constrangimento; alegria se tornar vergonha e por aí vai. O que não seria tão bem-sucedido com outra atriz, tenho certeza.&lt;br /&gt;O que Eastwood faz no filme é basicamente isso: dirigir Meryl Streep, ter esse timing no controle das emoções e completar a receita com montagem e música adequadas, sem apelar. Esse melodrama que não chega a ser piegas eu já tinha observado em 'Menina de Ouro'. Mas é 'Madison' que se tornou o meu preferido de do diretor, ao lado de 'Os imperdoáveis'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1047835520111141132?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/04/depois-de-anos-afastado-da-fico-nelson.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1110425590034470417</guid><pubDate>Wed, 09 Apr 2008 22:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:29:01.555-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tv</category><title>Tirando do sério</title><description>Não vou me demorar recomendando o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CQC – Custe o Que Custar&lt;/span&gt;, que estreou há algumas semanas na Band, até porque o projeto, encabeçado por Marcelo "Ernesto Varela" Tas caiu na boca do povo, rendeu alguns hits no YouTube e até elogiado na Veja...&lt;br /&gt;Só digo que o programa é bom e que vocês deveriam assistir, pelo menos uma vez. Passa nas segundas (espertamente começa assim que acaba a novela das 8 - da Globo) e rola um compacto às quartas, após o futebol. &lt;br /&gt;No programa desta semana comecei a perceber os primeiros problemas, um pouco pela produção já demonstrar falta de fôlego e também pelo fato de a edição gaiata e frenética não me hipnotizar mais com a mesma eficácia. &lt;br /&gt;A forma e o método de abordar dos repórteres-humoristas, além da já citada edição, fazem o telespectador menos atento não reparar na fragilidade da tese que eles queiram defender.&lt;br /&gt;Nesta última edição, um deles acompanhou Silvio Pereira no que deveria ser um dia de trabalho comunitário a ser prestado pelo ex-secretário do PT, aquele que ganhou um jipe importado. A "matéria", analisando friamente, consistiu em mostrar o repórter seguindo o cara de carro e a sua determinação em presenteá-lo com um jipe de brinquedo. Não há como saber com certeza se a pena foi cumprida ou se foi mesmo burlada, como a edição deu a entender.&lt;br /&gt;Quando é menos despretensioso, a atração rende momentos absurdamente engraçados. Assim como o Pânico, eles extraem situações cômicas botando celebridades em situações inesperadas e algumas vezes constrangedoras. Pra mim o melhor quadro é o "Repórter inexperiente", em que o sujeito se passa por um jornalista de TV do interior, em início de carreira, testando a paciência dos entrevistados famosos, que vão de Gretchen a Roberto Cabrini, passando por Padre Marcelo.&lt;br /&gt;CQC é ainda prestação de serviço. Denuncia e cobra solução para os problemas nos serviços públicos. Cabe à audiência julgar se isso vai resultar em melhorias na prática ou se não passa de um artifício sensacionalista. &lt;br /&gt;O programa é inovador, ágil e conta com um elenco na média talentoso, sem dúvida. Entretém e faz rir. É bem mais do que se poderia esperar da Band. Mas aquilo não pode (ou pelo menos não deveria) ser considerado jornalismo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1110425590034470417?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/04/tirando-do-srio.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-8801599029164869144</guid><pubDate>Tue, 18 Mar 2008 05:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:38:34.733-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema espanhol</category><title></title><description>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lúcia e o sexo&lt;/span&gt; é um filmaço. Primeiro, é muito bem escrito e tem uma montagem não-linear inteligente sem deixar de ser clara. O diretor Julio Medem demonstra um rigor impressionante, escolhendo com esmero cada enquadramento, movimento de câmera, marcação de cena. E sem bloquear a espontaneidade do elenco.&lt;br /&gt;O filme ganhou apenas dois Goya, a premiação máxima do cinema espanhol. Música e atriz revelação para Paz Vega. &lt;br /&gt;Até certo ponto, uns dois terços do filme são cenas de sexo. De picante e leve ele se torna um drama pesado em seu último ato. Talvez essa mudança brusca de tom tenha incomodado a alguns. Ou então simplesmente as pessoas prestaram atenção somente à performance de Paz Vega e não perceberam que o filme também era bom...&lt;br /&gt;Eu faço ressalvas apenas à fotografia estourada nas cenas na ilha e à resolução da história. Talvez eu tenha andado numa fase de não gostar de happy ends...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-8801599029164869144?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/03/lcia-e-o-sexo-um-filmao.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-7738223392584548028</guid><pubDate>Thu, 13 Mar 2008 04:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:30:14.813-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mau cinema</category><title></title><description>Eu tava achando &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Elektra&lt;/span&gt; assistível até que, ao proteger um casal de quem se tornara amiga, a protagonista pergunta a um ninja-assassino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem mandou você aqui?&lt;br /&gt;O ninja responde com sarcasmo:&lt;br /&gt;- Você já vai saber...&lt;br /&gt;Então a heroína o mata e o homicida frustrado se evapora (?), transformando-se em fumaça verde (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É daí pra pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errata: No post anterior onde se lê "Uma pessoa incomum; um personagem incomum.", leia-se "Uma pessoa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;comum&lt;/span&gt;; um personagem incomum."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês nem pra me corrigirem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-7738223392584548028?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/03/eu-tava-achando-elektra-assistvel-at.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-439972783925744054</guid><pubDate>Thu, 21 Feb 2008 04:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:30:48.415-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema brasileiro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><title>Pessimismo necessário</title><description>Uma bela surpresa &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Casa de Alice&lt;/span&gt;. Eu nunca tinha ouvido falar do filme quando vi que ele tinha entrado em cartaz. Elenco desconhecido, diretor mais ainda. Comprei o ingresso ciente de que poderia esperar qualquer coisa. E podem acreditar que foram quatro reais bem gastos.&lt;br /&gt;Logo de cara a boa impressão causada pelo fato de a protagonista ser uma dona-de-casa quarentona, mãe de três filhos, moradora de São Paulo, manicure. Uma pessoa incomum; um personagem incomum. &lt;br /&gt;Alice é o centro de uma família que se esforça para manter a pose de que tudo vai bem. "Lá em casa não tem problema nem de grana nem de cama", ela diz a uma cliente. A harmonia é só aparente. A sujeira pode ser empurrada pra debaixo do tapete, mas ela existe e todos sabem disso.&lt;br /&gt;À menor crise, todos jogam na cara uns dos outros os seus "podres". E todos têm teto de vidro. Ou melhor, o filme poupa a avó e o filho mais novo. Como se quisesse focar o seu pessimismo na atual geração, isentando a anterior e demonstrando esperança no futuro. Ainda dá pra salvar a próxima geração. Porque a atual...&lt;br /&gt;Chico Teixeira acredita que os problemas do país vão além da guerra entre polícia e traficante, da criminalidade, da violência urbana - como os meios de comunicação (cinema inclusive) fazem parecer.&lt;br /&gt;Na TV temos o seriado 'A grande família', metonímia dos lares brasileiros, em que apesar do que há de errado no país, no fim tudo é contornado e todos ficam felizes graças à cordialidade e à solidez da instituição familiar. 'A Casa de Alice' é o Lado B dessa história. A base da sociedade é também a base da problemática social urbana. &lt;br /&gt;A ingratidão, as mentiras, os pequenos furtos nascem e crescem livres no seio de um lar dilacerado e daí vai pra sociedade. Mas é somente quando sai de casa que o problema é mostrado na TV e surge a falsa impressão de que o problema é superficial, podendo ser resolvido com, digamos, pena de morte e redução da maioridade penal.&lt;br /&gt;Eis a mensagem de 'A Casa de Alice': o pior do Brasil é o brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-439972783925744054?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/02/uma-bela-surpresa-casa-de-alice.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-614529529374323315</guid><pubDate>Fri, 08 Feb 2008 04:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:32:31.276-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mau cinema</category><title>Para corações de manteiga</title><description>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Aviso: Spoiler&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação que tive de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Juno&lt;/span&gt; é que ele não cumpre o promete. Quando você nota um esforço pra mostrar um casal de adolescentes que não é um jogador de futebol e uma líder de torcida ou um nerd e uma patricinha, dois personagens que parecem pessoas e não arquétipos, cria-se a expectativa de uma resolução que não seja tão careta...&lt;br /&gt;Abordar o tema da gravidez precoce dá uma mera ilusão de transgressão. Juno, a protagonista, passa a se envolver com o pai adotivo de seu futuro bebê, o que não passa de um artifício pro espectador ficar esperando que role algo a mais. O que seria natural, já que Mark está deixando a esposa, tem gostos em comum com Juno e mostra interesse por ela. Já Paulie (mau personagem, bom ator), o pai do bebê, é tímido, quase idiota, nada atraente e que em nenhum momento é mostrado como um bom partido - o que só reforça a expectativa que a moça irá ficar com Mark.&lt;br /&gt;No final, Juno faz uma pergunta deveras original ao seu pai: - É possível ficar com a mesma pessoa pela vida toda?&lt;br /&gt;A resposta é melhor ainda: - Filha, você deve ficar com quem gosta de você do jeito que você é.&lt;br /&gt;E de repente ela descobre que Paulie, que, o mesmo que passa o dia correndo e comendo tic-tac de laranja, e que ainda lhe dera um fora, é o homem de sua vida.&lt;br /&gt;É como se o filme tivesse um final qualquer menos cor de rosa, mas aí alguém cochichou: - ei, mude isso aí que eu lhe consigo uma indicação ao Oscar. Uma adolescente de 16 anos ficar com um cara com o dobra da idade seria revolucionário demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-614529529374323315?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/02/para-coraes-de-manteiga.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1937074495747542094</guid><pubDate>Wed, 02 Jan 2008 05:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:33:14.391-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>arqueologia</category><title>Um pouco de arqueologia</title><description>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mocidade, talento e belleza...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LILLIAN Roth, que hoje, depois de "Alvorada de Amor", todo mundo conhece, é uma das mais futurosas novatas do cinema falado... Ella começou, como tantas outras, fazendo uns números ligeiros, alguns "shorts" graciosos de dansa e canto. E esses primeiros passos abriram-lhe a estrada ampla da popularidade cinematographica, deram-lhe um nome bem depressa havia de andar na bocca de todos os conhecedores do cinema, cercado da mais viva admiração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lillian era já uma artistasinha de accentuados pendores, quando começou a apparecer em films, mas dahi para o papel que hoje representa na tela vae um verdadeiro abysmo, abysmo que ella vadeou com a sua graça, o seu talento, a sua mocidade admiráveis. Convém porém notar que a graciosa artista, além desses predicados de bem falar, bem dansar e bem cantar, possue ainda umas covinhas graciosíssimas, pouco acima das comissuras dos lábios, covinhas que têm sido a tentação de muita gente e que, para ella, foi um factor decisivo no caminho do triumpho, por incrível que pareça. E não ha espectador, por mais blassé que seja, que em vendo aquellas covinhas de Lillian não morra do desejo de se sepultar ali dentro um beijinho de amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pense o leitor que somos agentes de publicidade das covinhas de Lilian. Não, nada disso. É que também nós, que somos humanos e que vemos cinema, não pudemos fugir á attracção formidável daquelles adornos maravilhosos. Lillian Roth é muito jovem: tem apenas dezenove annos. Está no cinema por amor á arte, porque sempre desejou apparecer na tela e alimenta grandes esperanças de chegar um dia a ser uma figura famosa. Não se preoccupa muito com a idéa de casar. Diz que casará um dia, sem duvida alguma, se continuar a ser bonita como é agora e também se chegar a fazer fortuna. Com os dois elementos "belleza" e "dinheiro", tem certeza de que poderá um. dia escolher um noivo como bem lhe convier. Só não diz é como lhe convém o tal noivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lillian teve em "Alvorada do Amor", aquelle grande film de Chevallier, o seu primeiro trabalho em film de grande metragem. Fazia ella a criadinha da rainha e teve como companheiro, nos seus bailados excêntricos, Lupino Lane, o famoso comico. E esse primeiro trabalho deu-lhe nome. A sua graça, a sua maneira de trabalhar, os seus dotes naturaes, a sua brejeirice e a sua agilidade, influiram decisivamente no espírito dos directores e também do publico, apontando-lhes logo a porta estreita da carreira no cinema. Tanto assim foi que, logo após, ella era chamada, pela Paramount para desempenhar papel importantissimo em “O Rei Vagabundo” e solicitada, por empréstimo, pela Metro Goldwyn Mayer, para apparecer em "Madame Satanaz", film que De Mille está dirigindo para aquella empreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto quer dizer que, dentro de muito pouco tempo, Lillian Roth será uma das estrellas da tela, uma das favoritas do publico. Isso ella deverá ao seu talento, é certo e também ás taes covinhas da face, aquellas covinhas que fazem a gente ter saudades de Dorothy Dalton, outra grande estrella que também tinha covinhas e que também era morena, como Lillian...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Com meias ou sem meias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As pernas são por certo uma linda peça da anatomia feminina —mas com meias! Sem meias, não, pois são ellas que realçam a belleza das pernas! Perna sem meia, não tem belleza!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a opinião de Lawrence Schwab, um notavel productor de comedias e romances musicaes, que não hesita em proclamar que uma perna, no lindo estojo que a meia lhe offerece, é incomparavelmente mais attraente do que nua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto assim pensa elle que em todas as suas producções — "Follow Thru", "Queen High", "The New Mono", "The Desert Song" e "Good News" — elle sempre fez questão de que as "girls" não dispensassem as meias. As pernas nuas só foram permittidas, e isso mesmo sob protesto de Schwab, nas scenas em que se usavam costumes de sport.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A meia offerece á perna um desenho nítido e distincto, revelando vantajosamente a forma e as curvas; na perna nua apagasse o desenho" — diz Schwab. "A maciez, o brilho da meia de seda, emprestam á perna rotundidade e contorno. Uma perna nua parece chata. A meia colhe da luz reflexos que arredondam a perna e lhe offerecem relevo. Um jarrete elegante acusa muito melhor a sua esbeltez quando coberto pela meia do que quando se mostra nu. Além disso, ás vezes ha na perna manchas que nenhum artificio, que nenhuma quantidade de pó consegue dissimular. As pernas queimadas do sol traduzem saúde, mas não dão impressão de belleza igual á que dá a perna, bem cingida na meia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para prova suprema, basta mandar que uma linda moça mostre uma perna nua, e a outra velada pela meia. O contraste aponta immediatamente qual das duas pernas apparece mais attraente. A tal ponto assim é que, mesmo quando se pretenda o effeito de pernas tostadas pelo sol, é sempre preferível empregar meias com a cor de carne adequada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, Schwab disse as coisas claras, não esteve com meias... medidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como se vê, a "crítica" de cinema no Brasil de meados do século passado estava atenta às covinhas de uma estrela ou da polêmica em torno de as atrizes usarem ou não meias em cena...&lt;br /&gt;A coluna acima foi publicada na revista o &lt;a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro"&gt;Cruzeiro&lt;/a&gt;, em 2 de agosto de 1930, disputando a atenção dos leitores com a notícia da morte de João Pessoa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1937074495747542094?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2008/01/um-pouco-de-arqueologia.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1979079697294101241</guid><pubDate>Fri, 28 Dec 2007 04:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:33:56.259-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema brasileiro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema meia boca</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><title></title><description>Vi, enfim, Tropa de Elite. Do espinhoso debate moral, opto por me esquivar. Como obra de arte, achei superestimado. A estrutura narrativa lembra DEMAIS Cidade de Deus, embora a fórmula não se mostre tão bem sucedida. O filme tem problemas de roteiro e direção, inclusive de atores. Raros são os momentos que o diretor consegue extrair espontaneidade do elenco. Um deles é a cena em que o capitão Nascimento está reunido com seus colegas analisando os inscritos para o treinamento. No mais, há muito esquematismo. Quando começa a tocar aquela cuíca você já percebe que um policial vai fazer alguma falcatrua. Padilha e sua equipe entendem que para o espectador acreditar que um PM é corrupto ele tem que ter pinta de malandro, malemolência e estar sempre comendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1979079697294101241?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/12/vi-enfim-tropa-de-elite.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-5181740320013301120</guid><pubDate>Sat, 22 Dec 2007 18:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:34:18.487-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>livros sobre cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>inácio araújo</category><title>Comece por aqui</title><description>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Obra de crítico da Folha voltada para público leigo estimula uma atitude reflexiva diante do que se vê na telona&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada livro da coleção &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História em Aberto&lt;/span&gt; analisa um grande acontecimento histórico, como a Revolta da Vacina, a Semana de 22 ou os Grandes Descobrimentos. A editora Scipione resolveu colocar a sétima arte nessa história e daí surgiu "Cinema – O Mundo em Movimento", de Inácio Araújo.&lt;br /&gt;O autor opta por não fazer uma "história do cinema", narrando suas transformações numa ordem cronológica. Em vez disso, explica o que é roteiro, decupagem, montagem, continuidade, direção, direção de fotografia, enfim, todos os elementos que compõem um filme. &lt;br /&gt;Entretanto, ele tece breves apontamentos sobre os principais movimentos e escolas que marcaram a trajetória do cinema no mundo, e que fizeram da despretensiosa invenção dos irmãos Lumière um meio massivo de comunicação, com alto grau de refinamento. Para auxiliar a leitura, há ilustrações, citações, exemplos e trechos de outros livros sobre o tema. &lt;br /&gt;Enquanto crítico, Inácio Araújo faz questão de apontar os fatores que fizeram de alguns cineastas figuras imortais. Alfred Hitchcock, por exemplo, teve o mérito de se apossar com maestria da chegada do som ao cinema, enquanto alguns grandes estúdios ainda torciam o nariz para a novidade. &lt;br /&gt;A linguagem é simples e didática, apropriada para o público-alvo da coleção – os jovens. Cinema – O Mundo em Movimento é ideal para quem quer começar a ver o cinema "por dentro", como explica o autor no seguinte trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se não temos idéia de quantas vezes um diretor coça a cabeça em busca da melhor solução, ou antes de escolher um cenário, de achar a maneira como vai distribuir os atores em cena ou achar a posição de câmera mais conveniente para o desenvolvimento da ação, dificilmente conseguiremos captar o trabalho que temos diante de nós (e que tantas vezes parece tão simples de obter). Diremos 'gosto' ou 'não gosto' - mas sem entendermos o que realmente foi feito e o que o filme está tentando nos mostrar. Não saberemos sequer se foi bem-feito ou não&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARAUJO, Inácio. Cinema: O Mundo em movimento. Col. História em Aberto. São Paulo: Scipione, 1995, 103 págs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-5181740320013301120?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/12/comece-por-aqui.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-2577337988250762150</guid><pubDate>Sat, 15 Dec 2007 20:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:36:36.982-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema brasileiro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema meia boca</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><title>A maldição do curta</title><description>O paulista Philippe Barcinski ganhou notoriedade com seus curta-metragens. É dele o impressionante "Palíndromo", vencedor do Festival de Gramado de 2002. Ao dirigir seu primeiro longa, porém, o realizador se mostra pouco à vontade, num filme arrastado, como se o roteiro brigasse com o fato de ter 100 minutos de duração. Os dois núcleos da história não se comunicam entre si, o que faz parecer que Barcinski pegou dois roteiros de curta pra fazer &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não por acaso&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;A primeira metade do longa é de dar sono. A história só ganha alguma pegada com a entrada em cena de duas personagens femininas - uma na vida de cada protagonista: o engenheiro circunspecto vivido pelo (excelente) Leonardo Medeiros e o marceneiro e jogador de sinuca interpretado por um preguiçoso Rodrigo Santoro.&lt;br /&gt;Apesar dos bons nomes, há desequilíbrio no elenco. A tarimbada Cássia Kiss tem uma atuação afetada em sua pequena participação. Letícia Sabatella pena com uma personagem mal-ajambrada e caricata (executiva fria, estressada e fumante). Só Leonardo Medeiros está bem e sua relação com a filha rende os melhores momentos do longa. &lt;br /&gt;Medeiros é um dos atores que mais têm feito cinema ultimamente no país. Depois de um longo ocaso após Lavoura Arcaica, ele esteve em "O veneno da madrugada", "Cabra Cega", "O cheiro do ralo" e agora em "Não por acaso". Se fosse criado o "Prêmio Selton Mello de onipresença", o ator estaria no páreo.&lt;br /&gt;Outra ponto discutível são os efeitos visuais, de qualidade e necessidade duvidosas. Em resumo: "Não por acaso" tem alguns bons momentos que, reunidos, dariam um curta interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei o que dizer de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nina&lt;/span&gt;. É um filme estranho. Não necessariamente ruim. A velhinha (Myriam Muniz) é a coisa mais assustadora que lembro de ter visto no cinema pátrio. Não sei mais do que gostei. Sei do que não gostei: Guta Stresser a as cenas de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog anda mais verde e amarelo do que nunca. As duas linhas para "Planeta Terror" é a única exceção deste segundo semestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-2577337988250762150?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/12/o-paulista-philippe-barcinski-ganhou.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1428192486703455998</guid><pubDate>Thu, 06 Dec 2007 06:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:39:17.213-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema brasileiro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tv</category><title>Surf com cérebro</title><description>A briga dos canais abertos agora à noite foi feia. A Globo apostou em Closer, A Record exibiu Crash, enquanto a Band jogou as fichas no documentário &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Surf Adventures&lt;/span&gt;. Tudo praticamente no mesmo horário. Optei por este último, primeiro porque ainda não o tinha visto e segundo porque tanto Closer quanto Crash não me despertam vontade de rever. E não é todo dia que temos a oportunidade de assistir um filme nacional no horário nobre de uma TV aberta.&lt;br /&gt;E não é que o filme é bom? O documentário roda o mundo, mostrando tanto paisagens quanto tubos maravilhosos. Quando bem filmados, poucas coisas são tão bonitas quanto surfistas deslizando em ondas de 15 metros. Destaque para a trilha sonora. A Raimundos, Charlie Brown e o Rappa se juntam Cássia Eller, Jorge Ben e até Mutantes! &lt;br /&gt;Quando o filme passou no cinema, eu nem dei bola. Puro preconceito. Surf Adventures é irado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1428192486703455998?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/12/surf-com-crebro.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-7947616589071323611</guid><pubDate>Tue, 04 Dec 2007 04:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:39:47.665-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><title>Relaxa e goza</title><description>Do primeiro ao último fotograma, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Planeta Terror&lt;/span&gt; lembra um Drink no Inferno. Só que, ao contrário deste, não se leva a sério. É o que salva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-7947616589071323611?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/12/relaxa-e-goza.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-1515303321918419282</guid><pubDate>Wed, 31 Oct 2007 04:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-31T01:33:07.983-03:00</atom:updated><title></title><description>Dom, Maria, Mãe do filho de Deus, Trair e Coçar... Moacyr Góes é certamente um dos cineastas que mais tem trabalhado no Brasil e um dos mais vistos. Mesmo assim, nunca ouvimos falar dele. Por quê? &lt;br /&gt;Góes é aquele diretor que não tem um estilo, projetos próprios, mas um certo talento, uma polivalência, uma vocação para fazer qualquer coisa com eficiência e sem grandes aspirações artísticas. Atualmente está em cartaz com &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Homem que Desafiou o Diabo&lt;/span&gt;. Não li o que se escreveu sobre o filme, mas se algum desavisado esperava ver cinema-como-arte, vai se decepcionar. &lt;br /&gt;É um filme que tem como meta fazer rir (e consegue), conseguindo no meio do caminho alguns outros méritos: a direção de arte que remete ao hiperbólico universo do cordel, ou o elenco razoavelmente bem equilibrado. O naturalismo passa longe, mas o tom teatral dos atores não prejudica em nada o filme, pelo contrário. O sotaque também não dói nos ouvidos. Não senti os atores forçando a barra, como vimos não apenas na TV como inclusive em filmes recentes como A Máquina.&lt;br /&gt;Pode-se criticar a falta de ambição estética, o conservadorismo dos enquadramentos, mas como entretenimento não há como dizer que o filme não é bem sucedido. Essa pornochanchada despretensiosa e divertida certamente vai ser muito reprisada na Globo e sua bilheteria está sendo prejudicada visivelmente pelo fenômeno Tropa de Elite. Mesmo assim, a sessão que eu fui tava cheinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Moacyr Góes não tem uma "marca", Ricardo Elias é exatamente o oposto. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os 12 trabalhos&lt;/span&gt; é o segundo longa do cineasta paulista. Mais do mesmo: em muitos aspectos os 12 trabalhos lembra o primeiro, De Passagem. O foco é sempre o preconceito social e racial em São Paulo. Os filmes do diretor são painéis geográficos e sociais da metróple, sem o tom caricatural com que normalmente são representados os moradores de favelas no cinema.&lt;br /&gt;Em De Passagem, temos um ex-morador da periferia que, ao se tornar policial, não se sente mais à vontade entre seus pares. Em os 12 trabalhos, Elias nos apresenta a rotina do motoboy, personagem que se tornou figura onipresente na paisagem da cidade, e o quão infernal pode ser sua vida, principalmente quando se é negro, favelado e ex-interno da Febem...&lt;br /&gt;O cineasta filma a vida em trânsito. Em De Passagem, mais da metade do filme se passa dentro ou em estações de metrô e ônibus. Em Os 12 Trabalhos, o protagonista Eracles nos leva pra passear por São Paulo na garupa de sua moto. Não a São Paulo do Parque do Ibirapuera ou Avenida Paulista; mas uma cidade estressante, onde a correria, a pressa, a convivência forçada entre as classes sociais escancara e atiça os preconceitos e todos acabam perdendo.&lt;br /&gt;Ambos os filmes se baseiam em apenas um dia na vida dos protagonistas. Um dia é o suficiente pra mudar sua vida completamente. Ou não. No início de Os 12 Trabalhos, Eracles diz que "dependendo de onde você nasceu, já é. Sua vida já tá escrita". Para quem nasce na favela, como ele, ou você se torna policial, ou bandido, ou motoboy, ou camelô. Em uma cena divertida do filme, os colegas de trabalho de Eracles invejam o sucesso de um... vendedor de cachorro-quente: é o auge de suas pretensões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-1515303321918419282?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/10/dom-maria-me-do-filho-de-deus-trair-e.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-855156226892121083</guid><pubDate>Wed, 29 Aug 2007 05:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T17:40:07.824-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema brasileiro</category><title></title><description>Tenho dado sorte com os últimos filmes nacionais que vi. Literalmente, é um melhor do que o outro, já que, se "Cabra-Cega" é bom, "O Cheiro do Ralo" é divertidíssimo e "Cão sem dono" é um filmaço.&lt;br /&gt;Bom, já que de "Cabra-Cega" eu falei anteriormente, passemos aos dois últimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Cheiro do Ralo" é um filme que custou 300 mil reais, uma quantia absurdamente baixa. Tem curta por aí que se gasta metade disso. "Cidade de Deus", para se ter uma idéia, consumiu 10 milhões. Muitas vezes o diretor ou alguém da produção, pra justificar alguma deficiência, reclama que faltou dinheiro pra fazer como queria (e algumas vezes isso é verdade). Mas há quem saiba driblar essas carências com maestria. Já falei aqui que "Ilha das Flores" foi feito com algo em torno de 12 mil reais. E é considerado por muita gente o melhor curta brasileiro de todos os tempos.&lt;br /&gt;Porém em o "Cheiro do Ralo" Heitor Dhalia e sua equipe não podem reclamar de falta de dinheiro. Ele também não teve que usar a criatividade pra compensar um orçamento curto. Simplesmente o filme não precisa. Tive a sensação que ali nada sobra e nada falta. O longa é simplesmente uma boa história e um elenco inspirado. Precisa mais?&lt;br /&gt;É incrível como Selton Mello ainda consegue surpreender. Aqui ele compõe um personagem absolutamente diferente de tudo o que já fez. Por mais que estejamos acostumados em vê-lo nas telas de diferentes tamanhos, sua &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt; não fica saturada.&lt;br /&gt;Outro detalhe que chama atenção é que o "Cheiro" consegue passar ao largo de tudo o que o cinema brasileiro tem procurado abordar ultimamente (ou desde sempre), como violência urbana, personagens marginais, regionalismo ou crítica social seja qual for o naipe. É uma adaptação, mas ao invés de optar por um nome consagrado, como Daniel Filho faz agora com Eça de Queiroz, ou como o Próprio Dhalia fez anteriormente transpondo "Crime e Castigo" para a tela, o cineasta pernambucano se inspirou no romance homônimo de Lourenço Mutarelli, que também é quadrinista e com quem o diretor já trabalhara em "Nina".&lt;br /&gt;O filme é intencionalmente universal. Há poucas referências de lugar e espaço. Uma delas é quando o protagonista passa caminhando em frente à fachada do estádio do Juventus, na Móoca. Podia ser o Pacaembu, o Morumbi, mas  não; é a sede do "moleque travesso" da Rua Bariri. Isso te diz alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cão sem dono" também é uma história essencialmente universal. E também adaptado de um escritor da nova geração, Daniel Galera.&lt;br /&gt;Nem parece que é um filme de Beto Brant. Não há um elogio ao banditismo romântico como em "Os matadores"; a crítica à classe média de "O Invasor" ou uma reflexão em torno de um "grande tema", como o desejo de vingança presente em "Ação entre amigos". O filme, ainda bem, não é policial. O horizonte temático é sabiamente modesto. O número de personagens é reduzido e é torcer para que os atores (todos desconhecidos) se garantam. E eles sobram. O naturalismo que era apenas pretensioso nos outros filmes de Brant aqui dá gosto de ver. Os personagens parecem estar transando quando transam, parecem estar chapados quando fumam, parecem bêbados quando bebem; a família parece uma família e ninguém venha me dizer que aquele porteiro não é de fato um porteiro que eu vou dizer que é mentira... E tudo temperado com saborosos diálogos ao molho Tarantino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-855156226892121083?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/08/tenho-dado-sorte-com-os-ltimos-filmes.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36985704.post-2691625250097414896</guid><pubDate>Sat, 18 Aug 2007 03:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-18T01:16:50.999-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cabra-cega</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>filmes sobre a ditadura militar no brasil</category><title></title><description>Thiago é um militante ferido em combate com a polícia que é escondido em um apartamento de um colega. Ali se passará uns 80% das cenas de &lt;strong&gt;Cabra-Cega&lt;/strong&gt;, o que dá um boa idéia do que o isolamento, agravado pelo medo de ser descoberto e pela desconfiança em relação aos seus pares, pode fazer à cabeça do sujeito. Nesse ambiente claustrofóbico Thiago, vivido pelo bom Leonardo Medeiros, também travará amizade (ou um pouco mais do que isso) com Rosa, militante designada para cuidar dele, e com a vizinha espanhola que perdera um filho na guerra civil de seu país.&lt;br /&gt;Dona Nenê, por sinal, é um personagem secundário interessantíssimo. A ternura dela para com Thiago, causada um tanto pela solidão de viúva recente e outro pela lembrança do filho morto, também um revolucionário, vence a credulidade de Thiago, dono de um coração enrijecido pela luta política. Aliás, em certo momento ele confessa a Rosa: “na economia só tinha homem, em Cuba também, acho que perdi o jeito (com mulheres)”.&lt;br /&gt;Em relação à guerrilheira que, ao contrário do protagonista, não conseguiu escapar à prisão, o roteiro tem furos. Sabe-se apenas que ela foi torturada e depois reaparece com os guerrilheiros: ela não os entregou. O.K., mas os milicos soltaram ela na boa? Ela fugiu? Foi libertada como resgate? E que relação ela tinha com o protagonista? Só companheira? Namorada? Esposa? Não sabemos. Pela relativa importância que possui na trama, são questões que merecem respostas.&lt;br /&gt;Também são discutíveis o previsível encaminhamento da relação entre Thiago e Rosa, que apesar dos temperamentos opostos, da rudeza dele e tudo o mais, é de imaginar que eles vão terminar tendo um caso: o que acontece de fato; assim como a forçada tentativa de levar o espectador a achar que Pedro, o dono do apartamento, traiu Thiago e os outros membros do grupo: o que não acontece - propiciando um final harmonioso e “imprevisível”.&lt;br /&gt;Mas talvez eu esteja sendo exigente demais, e até com um pouco de má fé. A verdade é que o longa de Toni Venturi conseguiu me emocionar, ajudado pela excelente trilha sonora (canções da época rearranjadas e interpretadas por Fernanda Porto).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36985704-2691625250097414896?l=citricas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://citricas.blogspot.com/2007/08/thiago-um-militante-ferido-em-combate.html</link><author>brunoerre@yahoo.com.br (Bruno R)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>