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28.12.07
Vi, enfim, Tropa de Elite. Do espinhoso debate moral, opto por me esquivar. Como obra de arte, achei superestimado. A estrutura narrativa lembra DEMAIS Cidade de Deus, embora a fórmula não se mostre tão bem sucedida. O filme tem problemas de roteiro e direção, inclusive de atores. Raros são os momentos que o diretor consegue extrair espontaneidade do elenco. Um deles é a cena em que o capitão Nascimento está reunido com seus colegas analisando os inscritos para o treinamento. No mais, há muito esquematismo. Quando começa a tocar aquela cuíca você já percebe que um policial vai fazer alguma falcatrua. Padilha e sua equipe entendem que para o espectador acreditar que um PM é corrupto ele tem que ter pinta de malandro, malemolência e estar sempre comendo.
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15.12.07
A maldição do curta
O paulista Philippe Barcinski ganhou notoriedade com seus curta-metragens. É dele o impressionante "Palíndromo", vencedor do Festival de Gramado de 2002. Ao dirigir seu primeiro longa, porém, o realizador se mostra pouco à vontade, num filme arrastado, como se o roteiro brigasse com o fato de ter 100 minutos de duração. Os dois núcleos da história não se comunicam entre si, o que faz parecer que Barcinski pegou dois roteiros de curta pra fazer Não por acaso.
A primeira metade do longa é de dar sono. A história só ganha alguma pegada com a entrada em cena de duas personagens femininas - uma na vida de cada protagonista: o engenheiro circunspecto vivido pelo (excelente) Leonardo Medeiros e o marceneiro e jogador de sinuca interpretado por um preguiçoso Rodrigo Santoro.
Apesar dos bons nomes, há desequilíbrio no elenco. A tarimbada Cássia Kiss tem uma atuação afetada em sua pequena participação. Letícia Sabatella pena com uma personagem mal-ajambrada e caricata (executiva fria, estressada e fumante). Só Leonardo Medeiros está bem e sua relação com a filha rende os melhores momentos do longa.
Medeiros é um dos atores que mais têm feito cinema ultimamente no país. Depois de um longo ocaso após Lavoura Arcaica, ele esteve em "O veneno da madrugada", "Cabra Cega", "O cheiro do ralo" e agora em "Não por acaso". Se fosse criado o "Prêmio Selton Mello de onipresença", o ator estaria no páreo.
Outra ponto discutível são os efeitos visuais, de qualidade e necessidade duvidosas. Em resumo: "Não por acaso" tem alguns bons momentos que, reunidos, dariam um curta interessante.
Sinceramente, não sei o que dizer de Nina. É um filme estranho. Não necessariamente ruim. A velhinha (Myriam Muniz) é a coisa mais assustadora que lembro de ter visto no cinema pátrio. Não sei mais do que gostei. Sei do que não gostei: Guta Stresser a as cenas de festa.
O blog anda mais verde e amarelo do que nunca. As duas linhas para "Planeta Terror" é a única exceção deste segundo semestre.
A primeira metade do longa é de dar sono. A história só ganha alguma pegada com a entrada em cena de duas personagens femininas - uma na vida de cada protagonista: o engenheiro circunspecto vivido pelo (excelente) Leonardo Medeiros e o marceneiro e jogador de sinuca interpretado por um preguiçoso Rodrigo Santoro.
Apesar dos bons nomes, há desequilíbrio no elenco. A tarimbada Cássia Kiss tem uma atuação afetada em sua pequena participação. Letícia Sabatella pena com uma personagem mal-ajambrada e caricata (executiva fria, estressada e fumante). Só Leonardo Medeiros está bem e sua relação com a filha rende os melhores momentos do longa.
Medeiros é um dos atores que mais têm feito cinema ultimamente no país. Depois de um longo ocaso após Lavoura Arcaica, ele esteve em "O veneno da madrugada", "Cabra Cega", "O cheiro do ralo" e agora em "Não por acaso". Se fosse criado o "Prêmio Selton Mello de onipresença", o ator estaria no páreo.
Outra ponto discutível são os efeitos visuais, de qualidade e necessidade duvidosas. Em resumo: "Não por acaso" tem alguns bons momentos que, reunidos, dariam um curta interessante.
Sinceramente, não sei o que dizer de Nina. É um filme estranho. Não necessariamente ruim. A velhinha (Myriam Muniz) é a coisa mais assustadora que lembro de ter visto no cinema pátrio. Não sei mais do que gostei. Sei do que não gostei: Guta Stresser a as cenas de festa.
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